Do autor, o poeta oeirense Carlos dos Santos Bueno, recebemos via email:
Horas Meridianas
Carlos dos Santos Bueno [ autor ]
21 Novembro 2009, 18h00
Pub Beer Hunter, Oeiras
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Pub Beer Hunter
Rua de Santo António, 6
2780-164 Oeiras
( junto à estação da CP de Oeiras )
21 442 91 68
GPS: N 38° 41.310, W 9° 19.30

O nosso amigo e distinto poeta oeirense Carlos Santos Bueno, de quem já falámos e publicámos poesia aqui e aqui, enviou-nos via email com pedido de publicação um delicioso poema que partilhamos convosco:
Outra vez o Isaltino
Príncipe dos ladrões, autarca,
Indomável, que nem os grilhões,
Da Santa Sé e da Comarca,
Deixam indiferente às opiniões.
És comum entre os de marca,
És do povo e dos Napoleões,
O português mais anarca,
Que conheci entre os ladrões.
Outros menos espalhafatosos,
Que roubaram não um ou dois milhões,
Mas muito mais aos idosos,
Da Caixa Nacional de Pensões,
Pedem-te a cabeça ociosos,
Ò Isaltino, Príncipe dos Ladrões!
9/10/2009
Carlos Santos Bueno
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Caros Amigos:
Com a esperança que esta seja a última vez que abordo este assunto, actualizo a notícia que em 31 de Julho dei aqui, - na qual eu referia que por motivos de avaria técnica (computador) o meu trabalho na blogosfera estava comprometido -, informo que felizmente a situação está para já resolvida e espero voltar ao 'activo' com a energia e regularidade habituais.
Por ter perdido com estes percalços algum material já preparado e em preparação para publicação, além da necessária e demorada tarefa de 'arrumar a casa', estes primeiros dias irão ser ainda um pouco atribulados, mas espero em breve entrar no ritmo habitual, talvez com algumas novidades que entretanto me assomaram à ideia.
Com os desejos de que tudo volte rapidamente a rolar sobre esferas, e o anseio de depressa voltar ao vosso agradável convívio, até já!
José António Baptista
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Chegou-nos um email de alerta do Luís Gaspar onde este relata o grave ROUBO de que o Estúdio Raposa foi alvo, porque é de um roubo que se trata, roubo este que afecta directamente aquele audioblog mas também os autores nele lidos.Em síntese, alguém sem escrúpulos terá roubado todos os programas do audioblog e com eles fez ringtones que estão a ser comercializados pela Vodafone, TMN e Optimus, sem que para tal tivesse havido qualquer autorização expressa ou contrato, quer do autor do audioblog, quer dos autores lidos, que assim se vêem também atingidos.Dada a gravidade da situação, nós - que já colaborámos com o Estúdio Raposa com 2 textos de nossa autoria e por isso nos sentimos igualmente atingidos - nos solidarizamos com o Luís Gaspar e o Estúdio Raposa, aderindo ao apelo lançado pela Menina Marota:"Um por todos, TODOS por UM"
Apelo para já também seguido pelos Poesia Portuguesa e Azoriana..
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Caros,
Em primeiro, esperamos que as Vossas férias tenham decorrido da melhor forma e tenham sido agradáveis, que tenham mesmo excedido as vossas maiores e melhores expectativas.
Como diz o bom povo português: "Não há mal que sempre dure, nem bem que não se acabe".
Haverá melhor forma de exemplificar esta máxima, que um período que abusivamente designámos de 'férias', e que foi tudo menos tal?!
Sim, pois que férias a sério é fazermos tudo o que não fazemos ao longo do ano, como seja descansar, divertir, ir conhecer outras paragens, viajar, fazer amigos, encontrar novos amores, fazer praia, fazer jantaradas com amigos, assistir a espectáculos, visitar museus, etc.
Confessamos que este período de pausa, não tão curto quanto pretendíamos, apenas o foi (pausa) aqui no INSTANTES, pois os dias decorreram como habitualmente, com muito trabalho, muitas actividades correntes e usuais que já vínhamos a desenvolver, pouco sono, má alimentação, nada de praia, de descanso, e por aí afora.
Ou seja, do que vínhamos desenvolvendo a única actividade efectivamente interrompida foi a escrita aqui no INSTANTES. Se isto são férias, vou ali e já venho...
Agora, o que nos interessa, e interessa aos visitantes deste blog, é que essa pausa acabou. Estamos de novo aqui, prontos para vos assediar com os nossos escritos.
Apenas uma alteração irá ser feita em relação ao esquema que estávamos a utilizar, que consistia na publicação regular semanal, em geral à sexta-feira, dum novo texto.
Agora não haverá calendarização. As novas prosas poderão aparecer em qualquer dia e mesmo mais que uma por dia ou por semana. Serão publicadas de acordo com o ritmo em que forem sendo escritas e produzidas.
Continuaremos, como temos feito, a notificar-vos por email a cada nova publicação.
Quem estiver interessado em receber notificações por email, nem que seja para apenas vir cá só quando houver novidades, faça-me chegar um pedido por email. O meu endereço está acessível no meu perfil completo.
E porque se faz tarde... já de seguida vai um novo conto que, espero, seja do Vosso agrado.
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Este instante já é velhinho... Não se trata em rigor de um conto ou estória, mas de um ensaio de poesia. Integrado, é certo, num contexto de ficção científica, apenas perceptível pelo prelúdio. Divirtam-se!
FORNALHAPrelúdio introdutórioSumário da 3.ª Lição de Astromorfologia - II Curso Ómega: A Fornalha.Com voz grave e possante, dizia o professor, aos seus jovens alunos, agitando os cílios vibráteis no cocuruto da cabeça:— NESTE NOSSO BRAÇO DA GALÁXIA, A POUCOS ANOS-LUZ DAQUI, UM CONJUNTO DE PLANETAS, ASTERÓIDES E COMETAS, ALÉM DE OUTROS CORPOS CELESTES DE SOMENOS IMPORTÂNCIA, GIRA EM TORNO DE UM SOL, ESTRELA AMARELA DO TIPO G, A QUE ALGUNS ESPECIALISTAS DÃO JOCOSAMENTE, QUIÇÁ IMBUÍDOS DE LIRISMO, A ALCUNHA DE...FORNALHA
A fornalha rugia.
No seu íntimo,
No mais fundo do seu ser,
Nas profundezas mais vulcânicas,
O fogo revolteava,
Comprimia-se,
Expandia-se,
Esmagava-se,
Num pulsar rápido,
Caótico,
Doloroso e imparável.
A fornalha rugia.
Colunas de fogo erguiam-se,
Contorciam-se,
Projectavam-se em frente,
Chocavam umas contra as outras,
Num troar fantástico,
Destruíam-se,
E renasciam num processo infinito.
A fornalha rugia.
Fogo líquido dançava,
Bailava enlouquecido,
Deformava-se,
Lambia-se a si mesmo,
E envaginava-se num abraço final,
Recomeçando sempre.
A fornalha rugia.
Indominável.
Paço de Arcos, 29 Novembro 1994.
.recebido por email:
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"O Espelho Atormentado"
Russell Edson
- Coimbra -
É já na próxima quarta-feira, dia 23 de Abril, às 21h, que regressamos aos encontros OVNI, com a apresentação de O ESPELHO ATORMENTADO, de Russell Edson, na livraria Almedina do Estádio Cidade de Coimbra.
O encontro enquadra-se na celebração do Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor e contará com intervenções do grupo Camaleão, que já encenou textos de Edson em Coimbra, e de Graça Capinha, professora da Faculdade de Letras de Coimbra e directora do Instituto de Estudos Norte-Americanos da Universidade e da revista Oficina de Poesia. O tradutor, Guilherme Mendonça, tem participação ainda por confirmar.
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.recebido por e-mail:
a todos os que partilharam comigo os meus blogues, especialmente com os seus trabalhos, os mesmos ficarão para memória futura, em vossa honra.
Um abraço carinhoso
Em meu nome pessoal e, porque não, em nome de todos os que AMAM a LITERATURA e a POESIA, um grande OBRIGADO.BEM HAJAS !!
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Caros Visitantes
Lamentamos informar que os diversos blogs da
Menina Marota,
maioritariamente dedicados à Poesia,
por decisão da sua autora,
já não existem na blogosfera.
Por esse motivo, os respectivos links foram removidos do banner lateral deste blog.
À Menina Marota os nossos sinceros Votos de FELICIDADE
e que BONS VENTOS a tragam de novo ao nosso convívio!
Já estamos com saudadinhas...
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O excelente blog MENINA MAROTA, um espaço de eleição dedicado à Poesia, recebeu merecidamente o prémio Escritores da Liberdade, que dedica como se lê:
"... E porque quero continuar a acreditar que o sonho comanda a Vida, gostaria que todos os que assim o entendessem, levassem para colocar nos seus blogues, o selo do Prémio Escritores da Liberdade e o dedicassem a quem lutou e deu a Vida por essa Liberdade.
A todos vós..."
Aqui fica o convite para a leitura integral do post, o qual recorda o grande lutador e activista Martin Luther King, e para aceitar a sugestão da Menina Marota para usar o 'selo'. Clique AQUI.
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Caros Leitores, esta estória, escrita em 22 NOV 2001, tem um fundo profundamente autobiográfico, como notarão aqueles que me conhecem bem. É um pedaço, uma partícula, um instante de mim.
COLECCCIONAVA SINGULARIDADES
Coleccionava singularidades. Começara ainda miúdo com um pequeno fóssil de turritela terebralis (A) que encontrara numa escarpa rochosa da praia onde passava as quentes e doces férias de verão.
Apanhou-o do chão com os seus pequenos dedos, rolou-o e observou-o com atenção fascinada. Uma pequena rosca de rocha dura. Um milhão de anos na ponta dos seus dedos juvenis. Um frémito percorreu o seu corpo.
Um tiranossaurus rex rugiu ao longe. Apertou a pequena rocha fusiforme na palma da mão e forçou as pernas a moverem-se. Era difícil mover os pés, mergulhados no lodo jurássico. Mas conseguiu. E caminhou seguro sobre a areia quente da praia, sob o sol escaldante e inclemente, até ao chapéu de sol onde a família estava abancada.
Quando as férias terminaram levou para casa aquele objecto precioso, aquele tesouro singular, e guardou-o bem guardado no seu quarto. O tempo passou e regularmente pegava no objecto e observava-o com paixão e fascínio, pensando "onde este estava há mais e vou recolhê-los!"
E recolheu. Mais turritelas. Não só naquele local mas em muitos outros onde as encontrava. Não só turritelas mas tudo quanto fosse fóssil, pedra curiosa, cristal, pedaço de madeira, objecto curioso, singularidade...
Por todo o lado, em casa, no sótão, na arrecadação, nas gavetas, sobre os móveis, em caixas velhas de cartão, aqui e ali, havia objectos da sua colecção. Mas sentia-a sempre incompleta. Não conseguia considerá-la terminada, completa e finita. Sentia que 'cabia sempre mais um'. Havia sempre mais um objecto a acrescentar. Aparecia. Encontrava-o. Achava-o. Não o podia desperdiçar e deixar a colecção incompleta! Assim, juntava, juntava, juntava...
O miúdo tinha crescido. Fizera-se homem adulto. E a colecção crescera desmesuradamente. A maioria dos objectos, para os outros, era apenas 'tralha'. Não tinham valor nenhum. Quanto muito haveria um ou outro mais 'giro' ou 'curioso'. Apenas isso. Mas para ele era bem diferente. Eram valiosíssimos. Eram a Sua Colecção! E valiam pela singularidade. Não se conseguia desfazer deles, de nenhum deles. Não conseguia sequer imaginar-se sem eles.
Sonhara um dia organizá-los numa espécie de mini-museu caseiro. Organizados e dispostos em belas prateleiras de vidro, iluminados com arte e com pequenas etiquetas identificadoras. Mas via cada vez mais longínquo esse sonho. Razões económicas, já se vê. O que não o impedia de continuar a coleccionar. A colecção infinita.
Por vezes olhava um ou outro objecto da sua colecção, que descobria ao abrir uma gaveta ou a porta de um móvel. Uma velha lupa de vidro da qual sobrara o aro e a lente e desaparecera a pega ou um pequeno canivete suíço ao qual faltava o palito, a sua primeira máquina fotográfica para a qual já não havia rolos, um dente de cavalo achado na praia e metido numa caixinha plástica com um algodão no fundo, a ocular da máquina fotográfica que se avariara, desmontara e 'lixara', o passe de estudante da CP de Oeiras a Cascais com o velho bilhete mensal de 47$50, uma lente de óculos com função de godé suja de gouache, uma lanterna que há anos não funcionava, um isqueiro a gasolina trucidado por um carro e todo amachucado, uma pequena válvula de combustível de um avião T7, parafusos, porcas, pedras, conchas, pedaços disto, pedaços daquilo, pedaços de tudo e pedaços de nada, porções, completudes, singularidades..., e pensava "para que quero eu esta merda?" Mas não conseguia deitar o objecto fora. Sentia-o como único no cosmos. Podia haver muitos parecidos, mas nenhum rigorosamente igual. O que o tornava singular. E lhe dava um valor inestimável. E lá voltava o objecto para a gaveta ou caixa de onde tinha saído.
Chegou a pensar em organizar os objectos em colecções temáticas: moedas, selos, postais, fósseis, fotografias, rochas, búzios e conchas, desenhos, navalhas, livros, miniaturas, isqueiros, óculos, canetas... Uma Colecção de Colecções! Mas não funcionou. Apareciam sempre novos objectos a abrir novas rubricas e outros que 'voavam' de rubrica em rubrica. A carteira profissional da avó ou a certidão de nascimento do pai entravam na rubrica 'documentos', na rubrica 'história', na 'família' ou em 'testemunhos do período fascista'? Que confusão! Assim continuou, como sempre. A juntar. Juntando, juntando, juntando...
Coleccionava singularidades.<